Das primeiras decisões à próxima temporada. Entenda as regras, descubra suas opções e saiba o que pode acontecer com seu clube.
CAPÍTULO 03
Competições e acesso
A pirâmide estadual, as divisões nacionais, as copas e a virada de temporada.
Duas divisões diferentes para o mesmo clube
O nível estadual e a divisão nacional são independentes.
Todo clube tem estado e nível estadual: A1, A2, A3 e assim por diante. A divisão nacional pode ser Série A, B, C, D ou nenhuma. Um clube sem divisão nacional continua competindo no estado e pode disputar uma copa regional.
Ganhar acesso estadual muda o nível dentro da UF. Ganhar uma vaga nacional não substitui a participação estadual. Um clube de Série A pode estar na A2 do seu estado se tiver sido rebaixado ali.
A UF do clube não muda. A competição e a classificação da temporada determinam acesso, rebaixamento e qualificações futuras.
Como funcionam A1, A2, A3 e os grupos
A1 tem tamanho fixo por estado. Os níveis inferiores crescem em grupos de dez.
São Paulo tem 20 clubes na A1; Santa Catarina, Rio de Janeiro, Paraná e Rio Grande do Sul têm 12; as demais UFs têm 10. A capacidade da A1 não aumenta com novas inscrições.
A2 e níveis seguintes possuem grupos de dez clubes. A2 comporta até dois grupos, A3 até quatro, A4 até oito, dobrando a capacidade por nível. Um nível mais profundo abre quando o anterior chega ao limite.
Cada grupo inferior disputa sua própria liga de 18 rodadas em turno e returno. Os grupos são reorganizados a cada temporada. Consulte o sorteio para conhecer seus adversários.
Como funcionam A1, A2, A3 e os grupos
A1
Formato
10 clubes
18 rodadas em turno e returno. O líder final é campeão.
12 clubes
22 rodadas em turno e returno. Os oito primeiros vão às quartas, semifinal e final, em dois jogos.
20 clubes em SP
Quatro grupos de cinco. Cada clube enfrenta os 15 clubes dos outros grupos uma vez. Os dois primeiros de cada grupo vão ao mata-mata de oito.
Promoção e rebaixamento no estado
O número de acessos depende dos grupos que completaram a liga no nível abaixo.
Se houver um grupo concluído no nível inferior, os dois primeiros sobem. Com dois ou mais grupos concluídos, sobe o campeão de cada grupo. O nível de cima rebaixa o mesmo número de clubes. Se nenhum grupo inferior completou a liga, não há movimento nessa fronteira.
A A1 usa seu ranking final para selecionar os rebaixados. Em níveis com vários grupos, as quedas são divididas entre eles; sobras são decididas comparando pontos por jogo, saldo por jogo, gols por jogo e um desempate estável.
Cada clube muda no máximo um nível estadual por temporada. O último nível existente não rebaixa para um nível inexistente. Clubes liberados por inatividade mantêm sua posição esportiva.
Quem é campeão de um nível com vários grupos
Um playoff entre campeões de grupo pode coroar o campeão do nível.
Com pelo menos duas ligas regulares concluídas, os vencedores de grupo podem disputar um playoff em jogo único. O sorteio ocorre nos dias 132 a 133, com rodadas a partir do dia 134, a cada três dias.
O playoff admite até 32 vencedores. Campos maiores selecionam os melhores 32. Participação em outra copa e os critérios de elegibilidade podem reduzir o campo. Empates vão à prorrogação e aos pênaltis.
A liga regular já estabelece o acesso. O playoff decide a taça do nível e não retira a promoção de quem perde. Grupos tardios têm tratamento separado do campo regular.
Brasileirão: Séries A, B e C
Cada série tem 20 clubes e 38 rodadas em turno e returno.
Vitória vale três pontos, empate um e derrota zero. A classificação final define a temporada seguinte. Um título matematicamente garantido antes da última rodada não encerra a competição nem antecipa a evolução dos atletas.
Brasileirão: Séries A, B e C
Série
Acesso
Rebaixamento
A
Permanece na elite
17º a 20º vão para a B
B
1º a 4º vão para a A
17º a 20º vão para a C
C
1º a 4º vão para a B
17º a 20º vão para a D
Série D: grupos e mata-mata
96 clubes disputam 16 grupos de seis, seguidos por um mata-mata de 32.
Os grupos são organizados por região e estado, com sorteio estável dentro dessa organização. Na fase inicial, cada clube enfrenta os outros cinco do grupo em turno e returno. Os dois primeiros de cada grupo avançam.
O mata-mata tem ida e volta, do quadro de 32 até a final. Empate no agregado é decidido por pênaltis. Os quatro semifinalistas conquistam acesso à Série C.
A Série D é reconstruída a cada temporada. Quem não sobe precisa se classificar novamente pelo estadual ou pelas vagas regionais. Não existe permanência automática na D por terminar em determinada faixa.
Como conquistar uma vaga na Série D
A temporada seguinte reúne rebaixados da C, classificados estaduais e classificados regionais.
São quatro vagas para os rebaixados da Série C, 81 vagas estaduais (três por UF) e 11 vagas das copas regionais A1. A Copa Verde e a Copa do Nordeste oferecem quatro vagas cada; a Copa Sul-Sudeste oferece três.
A seleção estadual percorre o ranking final da A1, excluindo clubes que estarão nas Séries A, B ou C e quem já recebeu vaga. Se faltar candidato, continua pelos rankings de A2, A3 e níveis seguintes.
As vagas regionais também evitam duplicação. Quando uma equipe já está classificada, a vaga passa ao próximo elegível. Os semifinalistas da Série D que subiram à C não disputam essas vagas.
A primeira temporada v10 usa um campo inicial especial: três clubes elegíveis de A1 por estado e mais 15 por sorteio estável, com no máximo uma vaga adicional por UF. Depois, valem os resultados da temporada anterior.
Copa Verde, Copa do Nordeste e Copa Sul-Sudeste
As copas regionais A1 oferecem um caminho para a Série D.
Cada copa A1 tem 32 clubes, oito grupos de quatro, turno e returno e dois classificados por grupo. O mata-mata de 16 é disputado em ida e volta.
São elegíveis clubes que jogaram A1 e não possuem divisão nacional na temporada atual. Se um estado não preencher sua quota, entram seus melhores clubes elegíveis de A2, depois A3. Esses clubes disputam a copa A1 em lugar da copa regional de seu nível.
As quotas são fixas por estado, e as vagas excedentes são redistribuídas para elegíveis da mesma região. A classificação final da copa oferece as vagas nacionais descritas no tópico de acesso à Série D.
Copa Verde, Copa do Nordeste e Copa Sul-Sudeste
Copa
Estados
Verde
AC, AP, AM, PA, RO, RR, TO, DF, GO, MT e MS
Nordeste
AL, BA, CE, MA, PB, PE, PI, RN e SE
Sul-Sudeste
ES, MG, RJ, SP, PR, RS e SC
Copas regionais de A2 e níveis inferiores
Essas copas dão continuidade esportiva ao ano, sem conceder vaga nacional.
Uma copa pode existir para cada combinação de região e nível com pelo menos oito clubes em ao menos dois estados. O sorteio considera o nível ocupado no momento e exclui quem foi selecionado para a copa regional A1.
Os grupos têm quatro ou cinco clubes, jogam em turno e returno e classificam dois. O mata-mata é de jogo único, com prorrogação e pênaltis. Os melhores campeões de grupo podem receber passagem direta de rodada quando necessário.
Uma edição comporta até 256 clubes; campos maiores são separados em chaves paralelas equilibradas. Essas taças não dão promoção estadual nem acesso à Série D, mas têm premiação e acontecimentos próprios.
Copa do Brasil
O campo inclui os clubes nacionais da temporada e, quando necessário, o campeão anterior.
Os 156 clubes das Séries A a D da nova temporada entram na Copa. O campeão anterior também entra se não tiver divisão nacional, aumentando o campo. Ser campeão estadual, por si só, não concede essa vaga no v10.
O quadro tem tamanho 256. Os melhores cabeças de chave passam pela preliminar sem jogar. Com 156 participantes, 100 recebem essa passagem e 56 disputam 28 jogos preliminares para completar a fase de 128.
Preliminar, primeira e segunda fases são de jogo único. Terceira fase, oitavas, quartas e semifinais têm ida e volta. A final é única. Empates decisivos vão aos pênaltis. As fases possuem sorteios próprios e o melhor cabeça de chave manda a volta quando aplicável.
As datas-base das fases principais são 49; 78; 108 e 115; 166 e 173; 225 e 232; 283 e 290; e 342. Algumas rodadas ocupam dois ou três dias para encaixar os confrontos.
Supercopa
O campeão da Série A enfrenta o campeão da Copa do Brasil.
A Supercopa é um jogo único planejado para o dia 32. Quando o mesmo clube ganha os dois títulos, o mecanismo de qualificação usa o vice previsto pelas regras, evitando que o clube jogue contra si mesmo.
A partida decide o título com o desempate configurado para essa edição. A Supercopa não realiza a cerimônia padrão de prêmios individuais.
Pontuação e desempates da tabela
As tabelas do v10 usam uma ordem de critérios definida antes dos resultados.
A ordem é pontos, vitórias, saldo de gols, gols marcados, confronto direto, menos cartões vermelhos, menos cartões amarelos e sorteio. O critério seguinte só importa se o anterior continuar empatado.
Em comparações entre grupos para vagas e movimentos, são usados os critérios próprios daquele ranking, frequentemente com pontos, saldo e gols por partida. Uma posição isolada na tabela não conta toda a história de um ranking de classificação.
Tabela, ranking final e colocação em copas
A posição após um mata-mata pode ser diferente da posição na fase de pontos.
Na A1 com mata-mata, o ranking final coloca campeão e vice em primeiro e segundo. Semifinalistas eliminados vêm em terceiro e quarto pela campanha de tabela; depois os eliminados nas quartas e os demais clubes.
Para vagas de níveis inferiores, comparam-se primeiro todos os campeões de grupo, depois todos os vices, e assim sucessivamente. Na mesma posição, entram os indicadores por partida e o desempate estável.
Nas copas regionais A1, o ranking percorre campeão, vice, eliminados na semifinal, quartas, oitavas e fase de grupos. Entre clubes eliminados na mesma etapa, usa a campanha de grupos e os critérios definidos.
Agregado, prorrogação e pênaltis
O desempate depende da fase e da competição, não de uma regra universal.
Em duas partidas, some os gols dos dois jogos para obter o agregado. Não aplique uma vantagem de gol fora que a edição não prevê. Ganhar a volta não garante classificação se o agregado continuar desfavorável.
Série D e Copa do Brasil usam pênaltis para seus empates decisivos. Na A1 com mata-mata, quartas empatadas vão aos pênaltis; semifinal e final podem ter prorrogação antes deles. Copas regionais inferiores e playoffs estaduais de jogo único usam prorrogação e depois pênaltis.
Quando prevista, a prorrogação tem dois tempos de 15 minutos. A disputa de pênaltis tem cinco cobranças alternadas por lado, pode terminar antecipadamente se não houver recuperação possível e segue em alternadas se continuar empatada. O placar da disputa é separado dos gols da partida.
O mapa da temporada
A temporada combina estaduais no começo, nacionais e copas ao longo do ano.
As datas abaixo seguem os dias da temporada. Sorteios, avanços de fase, atrasos e conflitos podem alterar um compromisso específico. Confira sempre seu Calendário.
O mapa da temporada
Competição ou etapa
Dias da temporada
Ligas de A2 e inferiores
Sorteio 4; jogos 5 a 108, rodadas a cada seis dias
A1 com 10 clubes
Sorteio 9; jogos 10 a 65
A1 com 12 clubes
Tabela 10 a 74; mata-mata 78 a 114
A1 de São Paulo
Grupos 10 a 70; mata-mata 74 a 110
Supercopa
32
Copa do Brasil
Sorteio 41; preliminar 42 a 44; final 342
Séries A, B e C
Sorteio 94; jogos 95 a 297
Série D
Sorteio 94; jogos 95 a 298
Copas regionais A1
Sorteio 124; grupos desde 125; mata-mata 175 a 224
Playoffs de nível estadual
Sorteio 132 a 133; jogos 134 a 147
Copas regionais inferiores
Sorteio 149; grupos desde 150; mata-mata desde 227
Grupos criados com a temporada em andamento
Novos clubes podem ter uma liga tardia, se ainda houver tempo para completá-la.
Um bloco criado depois do sorteio regular pode iniciar uma liga dois dias após sua criação. A última rodada precisa caber até o dia 330; caso contrário, o grupo aguarda a temporada seguinte para sua liga.
Blocos existentes antes do sorteio regional do dia 149 podem entrar na copa elegível daquele nível. Um bloco que surge mais tarde não reabre automaticamente uma copa já sorteada.
As vagas de acesso da próxima temporada consideram ligas efetivamente concluídas, conforme as regras de movimento.
O que muda na próxima temporada
A virada combina resultados, desenvolvimento, aposentadorias e novos campos de participantes.
O fechamento espera os campeonatos da temporada terminarem. A nova temporada traz acessos, rebaixamentos, vagas nacionais e novos grupos estaduais, conforme os resultados.
A virada pode trazer envelhecimento e mudanças de habilidade. Os aposentados deixam o elenco e chegam suas reposições. O histórico de partidas e conquistas é preservado.
A diretoria avalia a campanha e estabelece o próximo objetivo. Uma edição futura publicada não significa, sozinha, que a temporada já virou ou que os atletas já envelheceram.